quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Porque cantamos - Mário Benedetti
Se estamos longe como um horizonte
se lá ficaram as árvores e céu
se cada noite é sempre alguma ausência
e cada despertar um desencontro
você perguntará por que cantamos
cantamos porque o grito só não basta
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota
cantamos porque o sol nos reconhece
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta
cantamos porque chove sobre o sulco
e somos militantes desta vida
e porque não podemos nem queremos
deixar que a canção se torne cinzas.
O ÚLTIMO RECURSO
Eu, como simples depoente
Eu, como simples depoente
Me nego a revelar os segredos da poesia
Em audiência preliminar.
Apenas posso expressar a verdade
Aos que estão no banco das testemunhas
Festejados poetas desta comarca.
Que as escrituras foram registradas
No livro das pequenas mágoas
Abandonos, decepções e saudades.
Transitado e julgado o conteúdo e a forma
Observada a jurisprudência do talento
E a legislação poética em vigor.
Solicito ao meritíssimo Senhor
Juiz das execuções líricas
O julgamento ao Tribunal dos leitores.
Em audiência preliminar.
Apenas posso expressar a verdade
Aos que estão no banco das testemunhas
Festejados poetas desta comarca.
Que as escrituras foram registradas
No livro das pequenas mágoas
Abandonos, decepções e saudades.
Transitado e julgado o conteúdo e a forma
Observada a jurisprudência do talento
E a legislação poética em vigor.
Solicito ao meritíssimo Senhor
Juiz das execuções líricas
O julgamento ao Tribunal dos leitores.
Aldo Lins
quarta-feira, 11 de julho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
BRAVO
COMPANHEIRO
A porta
estava aberta para os sem nome
Da entrada
anunciava-se a longa trincheira
Que por
alguns anos foi uma cinza esteira
Para os
inquilinos com os seus cognomes.
Nos
labirintos teciam-se as armadilhas
As estrelas
do Figueiredo se dilatavam
Repleta de deletores
que nos escamoteavam
E delatavam
nossos sonhos à quadrilha.
Não tínhamos
sal, trufas nem frutas
A ferro e
fogo cantávamos unidos travessia
A magia do amor me conduziu à poesia
E na resistência
vencemos a força bruta.
Reencontramos-nos
hoje e a bem da memória
Lêucio
conquistou Flávia uma bela morena
Companheira e
luz de Victor Hugo e Lorena
Pérolas
deste eterno estudante de história.
ALDO LINS
ALDO LINS, O POETA DA "ALMA DE VIDRO"
ALDO LINS - O POETA DA "ALMA DE VIDRO":
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=61Nup5s71W4
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=61Nup5s71W4
sábado, 5 de maio de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
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