quarta-feira, 6 de junho de 2012


BRAVO COMPANHEIRO

A porta estava aberta para os sem nome
Da entrada anunciava-se a longa trincheira
Que por alguns anos foi uma cinza esteira
Para os inquilinos com os seus cognomes.

Nos labirintos teciam-se as armadilhas
As estrelas do Figueiredo se dilatavam
Repleta de deletores que nos escamoteavam
E delatavam nossos sonhos à quadrilha.

Não tínhamos sal, trufas nem frutas
A ferro e fogo cantávamos unidos travessia
 A magia do amor me conduziu à poesia
E na resistência vencemos a força bruta.

Reencontramos-nos hoje e a bem da memória
Lêucio conquistou Flávia uma bela morena
Companheira e luz de Victor Hugo e Lorena
Pérolas deste eterno estudante de história.

ALDO LINS


ALDO LINS, O POETA DA "ALMA DE VIDRO"

ALDO LINS - O POETA DA "ALMA DE VIDRO":

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=61Nup5s71W4

sábado, 5 de maio de 2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

CANTO SELVAGEM - ALDO LINS

Seria jocoso o canto do jurití
Se a jaquatirica não judiasse da jacutinga
Vendo joviais jandaias num juazeiro
E a jerivá estendo a esteira para o jabití.

Jenipapos ao lado de um jaquitibá
A jurema brotando um cheiro de jasmim
Jararacas mergulhando com os jacarés
E a bengala de junco com o verniz do jatobá.

Uma morena jambo junto do jacarandá
Tornaria um jazigo numa jazida
Se um japonês numa jangada
Nâo jurasse levar tudo isto pra lá.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Identidade - Aldo Lins




Aliado do céu por ser azul
Tento caminhar sóbrio
Mesmo sentindo o chacal
Nos meus sensíveis calcanhares.

Tenho cinquenta sonhos publicados
Outros tantos arquivados
Sou um cavaleiro de aquário
Pertenço a uma estrela imaginária.

Entretanto, as minhas asas rastreadas
Não alcançaram o cume das montanhas
O cheiro da dor cinza pela estrada
Revela a tristeza de minha alma.

Mas sobre tudo ou sobre nada
Há uma calçada onde passeia o rouxinol
E uma varanda abandonada
Onde moro eu o sabiá.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Bailarina - Aldo Lins




Em certos momento eu te procuro
Sem saber por onde andas na noite
Em que céu de estrelas brincas
Feito borboleta sonhando ser pássaro.

Em que palco exibes teu corpo
Feito letra morta neste teclado
Se te procuro a cada esquina
Ouvindo os teus acordes musicais.

Por quê não usar os antigos sapatos
Presenteados pelos teus no aniversário
Quando eras pétala preciosa, rara, divina
Mas que hoje pisa em quem de te se aproxima.

Para que sombrear os teus olhos
Os teus cristais, o teu arco-íris
Se ainda guardas o reflexo de menina
E podes versejar de rosto límpido.

Mas somadas as tuas esquisitices às minhas
Revelará que para sempre fomos feitos
Da mesma água e da mesma pedra
Do fogo e do mesmo ar que rolam para o mar.